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Feminismo nos muros de Buenos Aires



2015 foi um ano essencial para o meu amadurecimento. Eu finalmente entendi, na prática, o que significa se desconstruir e também descobri o quanto é difícil. Deixar pra trás todas as construções sociais que infelizmente são impostas ao sexo feminino não é tarefa fácil. Algumas são tão enraizadas que se eu não tivesse lido muito (e muito!) a respeito jamais entenderia sozinha. Custa muito tempo e disposição ser uma mulher empoderadae desconstruída. Entretanto, nunca fui tão livre, justa e principalmente: feliz!

O feminismo não é um tema fácil de ser abordado (infelizmente), por isso hesitei tanto em escrever sobre. Mas como não escrever sobre um movimento que me acrescentou tanto e me ajudou a ser uma pessoa posicionada e atenta ao mundo que me cerca? Sororidade, falsa simetria, apropriação cultural, identidade de gênero, local de fala, patriarcado, representividade, entre tantas outras palavras, algumas ruins outras maravilhosas, mas todas carregadas de significado entraram na minha vida e passaram a fazer parte do meu cotidiano. E como isso mudou a minha visão sobre o mundo! Já dizia A. Jodorowsky: 'pássaros criados numa gaiola acreditam que voar é doença'. E com o feminismo eu aprendi que sair dessa gaiola é possível e necessário.
Quero muito escrever mais posts dedicados inteiramente à importância do movimento. Porém, hoje, o post é mais voltado para as manas que tem mais intimidade com ele. Recentemente fui para Buenos Aires e lá o feminismo está espalhado pela cidade. No chão, nas paredes de muros, na arte e na política. Resolvi dividir com você um pouco do que vi:








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